Adalberto Piotto


Site novo!!!
janeiro 9, 2009, 9:44 pm
Filed under: Sem Categoria

Semana que vem, este blog ganha casa nova.

Continua a ser publicado no site da CBN, mas num site completamente remodelado.

Acesse http://www.cbn.com.br e visite o novo portal.



Janeirão
janeiro 9, 2009, 9:35 pm
Filed under: charge

fausto

A charge é uma contribuição de Fausto Bergocce, o Fausto, para o blog.



De Obama a Schwarzenegger
janeiro 9, 2009, 9:32 pm
Filed under: Internacional, Meio Ambiente | Tags: , , ,

Conversando há pouco com Osvaldo Stella, especialista em meio ambiente e futuro colunista do CBN Total, perguntei a ele sobre o que realmente esperar da política ambiental do presidente eleito dos EUA.

De Barack Obama se espera uma mudança completa em relação à política adotada pelo seu antecessor George Bush, em dias finais de mandato. Uma política de negação, diga-se, a qualquer avanço em pesquisa e descoberta sobre preservação que se viu no mundo neste últimos 8 anos, tristes para o mundo por causa da bolha poluente que se colocou Washington.

Osvaldo Stella acaba de chegar da capital norte-americana onde foi conversar com congressistas e assessores do presidente democrata. Stella diz que os planos são um suspiro de vida ante o que se viu sob o governo republicano.

Os norte-americanos não adeririam à Kioto mais, como defendeu Bill Clinton antes de passar o comando da Casa Branca a Bush. Não haveria mais razão dado o fim já previsto para o protocolo de redução de gases do efeito estufa. Mas as medidas “independentes” iriam no mesmo sentido da geração de energia limpa. Não adota o protocolo, mas faz o que prevê Kioto. Obama já disse que vai apoiar a indústria automobilística que faz carros mais sustentáveis e que consumam menos combustível.

Mas são promessas que Stella, ambientalista atuante, vê ainda com reservas.  Ante a Obama-mania do hit de mudança Ain’t no stopping us, prefere ele se apoiar na real política de sustentablidade e preocupação ambiental de Arnold Schwarzenegger, o republicano governador da Califórnia. Ao assumir o estado, uma pesquisa perguntou aos californiamos quais eram as prioridades. Resposta: o meio ambiente estava nas cabeças. Foi o que o govenador fez e o que faz ao desenvolver e apoiar políticas de energia alternativa e preservação num dos mais ricos estados americanos, cujo PIB, se dissociado do país, estaria entre os dez maiores do mundo.

A revelação do estilo pró-meio ambiente de Schwarzenneger, destoando inclusive dos demais republicanos americanos, não surpreende. Em 2004, numa viagem a Califórnia, perguntei a uma jornalista californiana ( eu estava nos EUA também para cobrir a eleição americana daquele ano), como era o governo do ator-presidente. Confesso que fiz a pergunta prevendo uma crítica.

Pra minha surpresa, a jornalista me revelou que Arnold Schwarzenegger foi o primeiro governador californiano, desde a Segunda Guerra Mundial, que começou a resolver um problema com imigrantes de várias ilhas do Pacífico que garantiram o direito de entrar no território americano porque foram aliados dos EUA na guerra contra o Japão.

Os filhos desses imigrantes sofriam preconceito, iam mal na escola porque tinham dificuldade com o idioma, tinham pouca referência em casa porque os país não eram americanos e, quando não abandonavam a escola, não aprendiam o suficiente para competir no ultra-competitivo mercado de trabalho do país.

Talvez por ser igualmente um imigrante, o governador criou aulas extras para essas crianças e trouxe seus país para mais perto da escola de forma a inseri-los no processo de aprendizado dos filhos.

Para Schwarzenegger a Obama é esperar pra ver.



Oriente Médio, dor grande
janeiro 6, 2009, 11:53 pm
Filed under: Sem Categoria

fausto2009a

A charge acima é uma colaboração de Fausto Bergocce, o Fausto, para o blog.



Por que não a ONU?
janeiro 6, 2009, 11:48 pm
Filed under: Internacional | Tags: , , ,

Confesso que li um mundo de opiniões nestes últimos dias sobre o recente – e sangrento – conflito entre israel e o Hamas na Faixa de Gaza, uma tira de terra da Palestina separada da Cisjordânia e de outros palestinos e cercada por território israelense ao norte, sul e leste, tendo à oeste, o mar mediterrâneo, sem que isso represente um alento.

A geografia, por si só é um dificultador de o que quer que seja. Sem contar Jerusalém, dividida como uma Berlim com muros religiosos, um palestino que saia de um lugar e queira a ir a outro território depende da autorização das nem sempre benevolentes tropas israelenses. Imagine que para ir de Minas Gerais a São Paulo, você tivesse que pedir autorização a um outro povo hostil a você.

Por outro lado, Israel se justifica no excesso de cuidados porque vive a ameaça igualmente hostil – e a atual realidade – de foguetes caindo em suas cidades.

Ande por qualquer caminho, sempre haverá um problema geográfico neste caso.

O mundo depois da Segunda Grande Guerra revela seus contornos sinuosos. A criação do Estado de Israel se fez justa por um lado, mas deixou outro Estado entrecortado pela inépcia dos assessores das Nações Unidas naquele momento que consideraram a necessidade de um povo sem levar em conta o outro. O que fazer agora?

Caso semelhante, por igual incompetência do primeiro mundo, a Caxemira não ficou sendo nem paquistanesa nem indiana. Diz a história que um advogado inglês, com o fim da dominação britãnica na região, foi convocado para separar o território e criar dois países. Com a empáfia de um imperialista, sem se dar conta da cultura e da história locais, pegou o mapa e traçou uma linha divisória de dentro de seu escritório londrino. E aquilo virou o que hoje é um interminável imbróglio entre dois países que se estranham, querem a mesma coisa ( a Caxemira) e têm os mesmos armamentos nucleares. Uma tragédia. 

Mas voltando ao caso da Faixa de Gaza, o radical grupo Hamas não reconhece o estado israelense que  não obedece nenhuma resolução da ONU que reconhece a Palestina.  Uma estafúrdio diplomático.

Enquantro isso, o Hamas se apóia nos seus radicais que topam morrer como homens-bomba numa guerra sem fim. Enquanto isso, Israel se apóia nos Estados Unidos que, antes de pensar, vetam tudo o que supostamente aflija os israelenses. Sobram radicais, faltam sensatos.

E isso parece insolúvel. O Hamas, com crenças em meios terroristas, é algo independente do governo palestino que pode negociar a paz. Não se representa nem se faz representar. Um agente ímpar numa negociação que precisa de par.

Israel, a reproduzir a intolerância que rejeita e resvalando na ditadura que diz combater nos vizinhos (o governo israelense proíbe a entrada de jornalistas em Gaza desde o início do conflito), mostra ao mundo que, por uma causa que acredita ser justa, vale tudo.

Daí, pergunto: por que tamanha demora em termos observadores e tropas da ONU na região? Os capacetes-azuis seriam o mais próximo de o que se pode esperar de um exército imparcial e independente que poderia trazer verdades sobre o conflito e não as desmedidas versões de propaganda de guerra que cada lado quer fazer valer.



2009
janeiro 6, 2009, 10:57 pm
Filed under: charge, Cotidiano | Tags: , ,

Bem, o ano já começou de verdade, a reforma ortográfica está valendo, e esta é a primeira semana útil de 2009. Por isso tudo, este blog recomeça aqui sua vida.

Mas antes de qualquer outra coisa, preciso agradecer às inúmeras mensagens de final de ano que me enviaram os leitores e ouvintes, por este blog ou pelo email da cbn.

Sintam-se como destinatários dos mesmos sentimentos e desejos.

E, com crise ou sem crise, o ano já começou e é melhor vivê-lo intensamente a temê-lo.

Com isso, termino aqui o primeiro post de 2009 anunciando que este blog trará, ao longo deste ano, algumas modificações.

Tão logo seja o caso, haverá postagens de convidados e posts do autor tratando de outros assuntos como cinema, literatura e tudo o que for interessante. Uma diversificação de conteúdo.

Além, claro, das tiradas bem boladas nas charges do Fausto, um colaborador deste blog desde o começo.

Seja bem-vindo!!!

fausto2009

A charge é uma colaboração de Fausto Bergocce, o Fausto, para o blog.